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Conceitos Básicos de Luz e Cor | Igreja Multimídia

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Quando visitamos uma igreja ou assistimos a um evento, seja ele ao vivo ou gravado, uma das coisas que mais nos chama a atenção é a iluminação. Podemos considerá- la como um dos elementos mais importante da fotografia, porque sem luz não existiria a imagem.

Iluminar não é apenas dar um banho de luz colorido no palco ou expor uma imagem, há todo um estudo por trás e entender os fundamentos da luz e da cor, qual a relação deles com o ambiente e com a nossa percepção visual é importante para que possamos usá- los de maneira criativa em nossos projetos

A Luz.

“E Deus disse: Haja luz, e houve luz.

E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.” Gênesis 1-3,4.

Não vou entrar muito na teoria da luz, até porque não sou físico, mas podemos a grosso modo resumir como ondas eletromagnéticas e nós seres humanos conseguimos enxergar uma pequena fração dessa frequência, dos 400 nanômetros á 700 nanômetros conhecido como espectro visível.

imagem: infoescola

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O que é a cor.

” A cor não tem existência material, Ela é tão somente, uma sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão de visão”.

( Livro: O Universo da Cor, Israel Pedrosa, 2008, página 9).

imagem: belasartes.br (artigo do professor João Carlos Rocha)

O milagre da cor está no fato de enxergamos o que é refletido pela ação da luz num determinado objeto, os objetos não emitem luz própria.

 A  nossa referência da cor é a luz de Deus (o sol). Um carro só é azul no sol, a bandeira do Brasil só é verde e amarela no sol, sendo iluminada por outra fonte de luz ela pode ser qualquer outra cor.

Sistema RGB.

O filósofo e matemático inglês Isaac Newton foi um dos que contribuíram consideravelmente para o estudo da luz. Ele fez experimentos usando um prisma para decompor a luz do sol, como resultado obteve 7 cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul claro, azul escuro e violeta. Posteriormente ele realizou outros testes e descobriu que para obter a cor branca era necessário somar apenas 3 cores em proporções diferentes 30% vermelho, 59% verde e 11% de azul (RGB).

imagem: joseferreira.com.br

Como o assunto desse texto é sobre iluminação, tudo o que estamos falando aqui está diretamente ligado ao sistema RGB, que é um sistema aditivo (cor-luz) a partir dessas cores primárias é que são formada as outras cores.

imagem: adobe.com

Temperatura de cor (Kelvin).

Em 1848 o engenheiro físico Irlandês William Thomson (Lord Kelvin) criou uma unidade de medida que mais tarde acabou sendo usada para medir a cor das fontes luminosas.

imagem: pdled.com.br

No seu experimento ele aqueceu uma barra de ferro e notou que ela mudava de cor conforme ia aquecendo mais (do vermelho ao azul) e usou sua escala °K para medir a temperatura de cor dessa graduação de cores.

imagem: comerciallampadas.com

Vale ressaltar que 3500K por exemplo não gera esse valor em termos de calor mas sim de coloração (radiação luminosa).  0°K equivale a -273,15 em graus Celsius então se você quiser converter o valor de qualquer temperatura de cor Kelvin para Celsius é só subtrair por esse valor (273,15).

imagem: belasartes.br (artigo do professor João Carlos Rocha)

CRI (Color Rendering Index).

O CRI ou Índice de Reprodução de Cor (IRC) é uma unidade de medida usada nas fontes luminosas para indicar o seu nível de frequência espectral, tendo como referência sempre a luz de Deus (sol) que possui 100% de CRI.

O índice de reprodução de cor não depende diretamente da temperatura de cor, uma lâmpada de vapor de sódio dessas usadas em iluminação pública, por exemplo tem uma temperatura de cor na faixa dos 2500K mas seu índice de reprodução de cor é muito baixo.

A principal vantagem das lâmpadas de tungstênio é que elas possuem CRI altos (de 90 a 100) por isso ainda são muito usadas em iluminação para vídeo. As desvantagens são o alto consumo de energia, geram muito calor e perdem em potência luminosa comparado as lâmpadas de LED e HMI.

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imagem: ledvista.ie

As lâmpadas de LED são as que perdem em questão de CRI principalmente os mais baratos desses comprados da china. Embora com os avanços da tecnologia existem lâmpadas Led com CRI em torno de 90% o que já é bom para trabalhar com vídeos, mas ainda são muito caros.

Em termos de causa e efeito CRI baixo significa que os objetos terão suas cores distorcidas (menos próximas do real), porque a fonte de luz não reproduz  toda a frequência espectral que o olho humano é capaz de enxergar, por isso muitas vezes os tons de pele irão parecer mais esverdeados usando lâmpadas Led com baixo CRI.

imagem: lightbulbmarket.com

A imagem acima mostra a representação gráfica do espectro visível (400 a 700nm) e a intensidade de reprodução de cor de cada fonte luminosa (CRI de 0 a 100) tendo referência o Daylight que é a luz de um dia ensolarado. As halógenas por sua vez tem CRI alto mas quase não reproduz a cor azul, por isso que muitos profissionais utilizam “gelativas” que são filtros que servem para mudar a temperatura de cor dos refletores.

A Qualidade a Luz.

A qualidade da luz pode ser definida de duas maneiras: Luz Dura e Luz Suave. Uma luz dura possui sombras e bordas mais marcadas com um maior contraste e menos nuances entre o branco e o preto, uma luz suave tem menos sombras e contrastes.

imagem: arri.com

O tamanho de atuação física da fonte de luz e sua distância influenciam na qualidade, se a sua intenção é produzir uma luz mais suave utiliza-se de filtros difusores, sombrinhas ou simplesmente aproximar a fonte de luz para que ela aumente sua área de atuação sobre o objeto. Uma luz dura pode ser facilmente controlada utilizando “barndoors” no refletor e distanciando a fonte de luz causando sombras dramáticas.

imagem: designerpub.com

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A Função da Iluminação e a Cor no Processo Criativo.

A iluminação não é o ato de imprimir (expor) uma imagem mas ela cria um clima no ambiente através do contraste, as altas e baixas luzes do uso correto e balanceado das cores, uma boa iluminação pode enfatizar ainda mais uma mensagem que está sendo pregada e uma má iluminação pode passar uma sensação oposta.

O que precisamos entender é que as cores causam sensações psicológicas e fisiológicas no espectador, os profissionais de cinema utilizam desses mecanismos aliados a outros elementos da linguagem cinematográfica, como enquadramentos e movimentos de câmera para direcionar o olhar.

O Contraste é o elemento mais importante da visão humana, o contraste ocupa uma região com maior número de neurônios dentro do córtex visual primário (responsável pela visão). É a relação de contraste que dá o contorno das coisas. Se você tiver uma imagem com a mesma relação de luz e a mesma cor não enxergaríamos nada.

E o mais legal de tudo isso que a Cor e o Contraste na cabeça do espectador está ligado diretamente aos gêneros narrativos do cinema, no vídeo abaixo ilustra muito bem todo o nosso assunto aqui, e entendendo isso você poderá aplicar na prática tanto nas produções dos seus vídeos quanto na iluminação do seu ambiente.  

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About Author

Formado em Comunicação Social em Rádio e TV pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Desde 2008 atuando na área de audiovisual, trabalhou em empresas como: Fundação de Rotarianos de São Paulo e Centro Universitário Belas Artes de São Paulo como Técnico de Audiovisual. TV SBT São Paulo como Editor de VT (Núcleo Jornalismo) e atualmente é Editor Online (Pós Produção) na Produtora O2 filmes. Membro da Igreja Comunidade Cristã de Poá -SP, é voluntário na coordenação do departamento de vídeo da igreja.